Por que tia? Porque sou tia de muitos e vó só de dois, por isso não é o blog da Vovó Dedê. Aqui esvaziarei o coração quando estiver muito cheio; preencherei minhas noites insones; inicio algo concreto para o tempo de aposentada que se avizinha.
Desejo escrever meu dia-a-dia difícil e revisar com palavras e sonhos meu cotidiano e comunicar meu interior, vivido e experiente. Encontrar amigos, leitores, parentes aos quais oportunamente poderei homenagear.

segunda-feira, 8 de março de 2010

PARA MATHEUS E THOMÁS


Thiago Castro pelo olhar da Vovo Dedê


Conheci o pai de vocês numa noite de verão no ano de 2000. Ele tinha 19 anos e acabara de entrar na faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Estávamos num barzinho na Praia de Iracema quando Gregório (tio Greg) e ele passavam por perto. Eles viram a sua mamãe Marcele que já o conhecia há muito tempo, ainda da época do colégio e se aproximaram para cumprimentá-la, nesse momento foram feitas as apresentações:
Marcele – Mãe esse é o Thiago o amigo do Gregório que eu te falei...
Eu – Ah esse é o famoso Thiago que vez em quando fica contigo e que ficou também com a Grace? (sua vovó Dedê é assim... fala sem pensar!)
E ele riu (envergonhado), mas era o sorriso mais lindo que eu já vira. Um sorriso encantador, magnético, incomparável! E eu? Bom eu fiquei literalmente apaixonada por ele... Ali naquele instante nascia o meu filho gerado em outro ventre, mas o meu quarto filho... Aquele que antes de casar eu já pensava que um dia teria (quando jovem dizia que teria dois casais). E essa simpatia instantânea não aconteceu somente para mim. A minha amiga que estava ali conosco, vinda do Rio de Janeiro passar suas férias em Fortaleza com seus filhos, sussurrou discretamente para a filha que estava ao seu lado:
- Aí Carol, esse dá para ficar... Ao que esta respondeu:
- Mas mãe ele É da Marcele...
Rimos juntos um pouco e os jovens se afastaram...
Mas o sorriso, o jeito meigo e afetuoso daquele “menino” nunca mais saiu do meu pensamento. Anos depois comentava cotidianamente com ele sobre esse episódio.
Ao retornar para casa externei para Marcele meu sentimento e disse que eu imaginava uma pessoa totalmente diferente e nada aconselhável quando ela falava nele. Mas que agora depois de conhecê-lo minha opinião mudara completamente e se eles quisessem namorar eu não me opunha...
Ela acabara, há alguns dias, um relacionamento que me deixava muito preocupada, por ser muito conflituoso.
Pouco tempo depois os dois amiudaram os encontros, passando a sair juntos mais vezes, e por fim, eles adotaram o dia 23/01/2001 como a data de início do namoro. Estavam ambos perdidamente enamorados.
Era um casal lindo de ver e, principalmente de conviver, tamanha a alegria e felicidade que irradiavam para quem os rodeava.

Ambos bem magrinhos, bem jovens, mesmo. Seu pai dizia para a mãe dele que só começaria a namorar quando tivesse 26 anos, depois de concluir a faculdade, porque antes disso queria curtir as gatas... Mas ele ficou perdido dos seus propósitos quando se aproximou da ‘moreninha’ ... Principalmente quando a visitou em sua casa pela primeira vez. Sabem, ele achava a moreninha bonitinha, legal, divertida... mas ele não supunha que ela era também estudiosa e inteligente. Naquele dia em que foi a nossa casa e viu na estante do quarto da moreninha aquele monte de livros, ele se entregou de vez ao amor!
Imaginem, meus queridos, como ficou a vovó Paula?! Pois é – vovó Paula não gostou da idéia do papai começar a namorar logo assim que entrou na faculdade. Ela não aprovou de jeito maneira o namoro, por que ela achava que isso iria atrapalhar a vida estudantil do Papai de vocês...
O que a vovó Paula não sabia, nem eu, nem ninguém e somente Deus perscrutava, era que o Papai de vocês tinha uma pressa de cumprir aqui sua missão... Sua alma grandiosa, generosa, desmedida tinha que correr contra o tempo porque o próprio tempo era exíguo.
E assim o namoro se firmou.

3 comentários:

Kamyla disse...

Muito linda sua carta...muito linda essa história de amor contada pelos olhos e coração da Vovó Dedê...tb tenho uma vovó Dedê que amo de paixão...
Vou lhe seguir e acompanhar o reerguer dessa familia tao linda e unida!!!
Super abraço.

Deborah disse...

Tia Idê! Começei a ser leitora do seu blog! Beijo!

alana disse...

Nossa Idê, que história mais linda! Me emocionei ao lê-la.Bjo e saudades :)